domingo, 27 de setembro de 2009

Hoje, nem humano nem Deus











Soneto de devoção artrópode

Vem comigo! Eu juro, que quando te amares,
Em teu ventre terão borboletas aos milhares,
Por todo o corpo sentirás formigamentos,
Servirei como quem louva a Deus por todos os momentos.

Com a força do canto da cigarra convalescente
Junto ao barulho do gafanhoto insistente
Farei meus sentimentos chegarem aos ouvidos
De tudo que ouça, ou nem que seja um zumbido.

Operário, a ti transformarei tudo em mel,
Minha rainha, nunca contestarei meu papel
Enquanto, igual mariposa, irei só onde tem volta.

Não adiantas fugir, estarei à escolta,
Sou barata, sou mosca, sou tudo, sou discreto,
Ou podes chutar-me, envenenar-me feito inseto!


P.S.: o mundo tá se acabando e eu aqui fazendo poesia ^^

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Em débito, mas 1 ano de Blog!











Vixe! Tinha esquecido que ontem meu blog fez 1 ano! kkkkkkk
desculpa gente, mas eu sou esquecido mesmo ^^'.
Pra comemorar eu lanço uma músia que fiz mais dois colegas na madrugada,
tá quentinha, feita agora xD

TRIUNFO DE NÓS
Chimera Parca

Desiste da derrota, confia na conversa:
O tempo mostra que nada dispersa.
Mais do que tudo que sonhei,
Chegou minha vez de agir.

Essa realidade te empurra a fazer
Tudo que é contra você.
Esquece o que te cansa
Vamo brincar igual criança.

Quando nada der certo,
Quando o futuro é incerto
Segura as armas até vencer
até o dia ir acabando
E se for pra morrer
É pra ser lutando.

Somos incertezas à sorte
Mas mesmo você insistindo
Carrego no peito tudo que me faz forte,
Arrumo minhas coisas e vou indo.

Salvo quase na beira
Abri as asas e saltei pro alto.
Vou subir longe, vou até descalço
Pra dizer ao Sol que minhas asas não são de cera!

Quando nada der certo,
Quando o futuro é incerto
Segura as armas até vencer
até o dia ir acabando
E se for pra morrer
É pra ser lutando.

(Composição: Gustavo)

P.S.:parabéns pro bloguinho XD

sábado, 27 de junho de 2009

Tá entardecendo, ó













Soneto de libertação

Por anos tenho as asas aparadas,
Ainda, duas máscaras em minha face,
Uma muito triste, outra feliz por nada.
Amaldiçoado enquanto amasse.

Sou sempre mantido em desconfiança,
Vigiado por mim mesmo do telhado.
De cima espero subir a fiança,
Em baixo anseio alguém ao lado.

O único jeito de alçar vôo, e subir,
Entendi após muito esperar no frio,
É aprendendo, sofridamente, a cair.

Então, joguei-me do telhado esguio
E verei-me sair de vez desta carcaça
Mesmo que aqui dentro seja vazio!


P.S.:hoje não tem p.s.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O galo já canta.













Soneto de necessidade

Quero um amor para chamar de meu,
Faço tal pedido na madrugada
Esperando ecos da cidade calada
Para ouvir se alguém me atendeu.

Espero no canto deste meu quarto,
Os braços em volta das minhas pernas,
Só, sem atentar a dores externas,
Agachado, e qualquer imagem descarto.

São meus sintomas de necessidade,
Nem passa por ar nem por piedade,
Passa da lágrima do olho que encheu.

Abri-me, agora deixe-me ir,
Largue isto por aí, pois você não quer vir
Seguindo alguém tão triste que não é seu.


P.S.: meu segundo soneto \o/
semana de má sorte ¬¬, mas a vida é boa xD
P.S2: na foto estão sintomas de ataque cardíaco,
quem entender a ligação (NADA) sutil ganha um doce xD

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O herói atrasa, mas chega na hora certa.













Soneto de supresa

Incrível é ter a vida desafinada
Por eu ter deixado aquela mexer nas trastes
Do violão sem Dó, de casas desencantadas,
E nem sei como e onde o encontrastes.

É formidável como, agora, me ponho
A despir-me de cada conceito auditivo
Ao ouvir sons em tons afinados, em sonhos,
Entre estrelas infinitas de teor lenitivo.

Impossível, dizem os que me vêem prostrado
De pés paralelos a ouvir sua cantiga
Embaraçado e fitando-a com cuidado.

Confesso inefável com meu olhar de fadiga
Para quem quer que ouça teu solo violado
Como tornou habitável um coração urtiga.


P.S.: volteeeei xD, tinha esquecido a senha e aí num momento de epifania lembrei!
depois digo alguma coisa, o soneto foi para entreter, e tchau!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sargent Elias, In Memorian













Nessa madrugada fiquei assistindo filmes de guerra. A princípio "Platoon" não me conquistou pelo protagonista, Charlie Sheen para mim vai ser sempre ator de comédia, mas o filme cativa pelos personagens secundários. Encurtando, o que me balançou mais foi o personagem de Willian Defoe, Elias (pronuncia-se Eláias) e a cena de sua, apesar de injusta, magnífica "morte", a morte ficou implícita, que eu resolvi narrá-la em primeira pessoa por minha perspectiva, com Elias sendo o "eu".


Levanto e encaro a visível diferença. São dois pelotões de seis soldados, um comandado por mim e o outro por Barnes, aquele assasino brutal e psicopata, contra homens tentando proteger suas mulheres, seus filhos e suas dignidades.
Aqui, é tudo muito de surpresa, há uma emboscada quase em cada árvore, atrás de cada pedra. Depois de três anos consegui reflexos, desconfiança, destreza e várias balas no corpo para reagir até à minha sombra.
Acabo de inspecionar a casamata e saio. Na selva, o barulho das metralhadoras e a minha adrenalina se intensificam. Vejo Taylor, fico sabendo das perdas, muito significantes, Barry sumiu, Lernes morreu. Com os de Barnes temos 4 perdas.
Depois de várias balas e bombas a situação enfim se estabiliza, estamos equilibrados em número de combatentes. Daqui, eles resolvem sozinhos, vou cobrir o flanco esquerdo. Sou parado por Taylor que se oferece para vir comigo, mas retruco com um sorriso na cara: "Sou mais rápido sozinho garoto", e sigo para o flanco.
Oh "merda"! Meus olhos se enchem de lágrimas, após dez minutos correndo não há mais o que cobrir, e nem quero fazer a contagem dos mortos enquanto viro um também, só me resta voltar para os outros.
Corro, averiguo e para minha satisfação já voltaram, para minha decepção acham que estou morto.
Percebo um vulto agachado no matagal, me aproximo para ter mira mais precisa e... Barnes! Impregnado de morbidez demonstra um sorriso de diversão no rosto que se mantém atrás da mira da metralhadora. Não quero crer. Com a guarda baixa e as mãos soltas levo dois tiros do meu parceiro mais "filho da puta".
Ainda consciente eu vejo Taylor peguntar por mim e Barnes com convicção mentir que morri. Não me arrependo nenhum pouco da surra que dei semana passada em Barnes, só me arrependo de não tê-lo matado. Ouço pegadas rápidas no mato, os vietcongues nos querem de qualquer forma! Largo minhas armas no chão, retiro todo peso que tenho e corro desleixado pela dor, mas vivo. Dá para ver Taylor e Barnes muito mais ágeis na minha frente. O barulho das bombas abafam meus gritos de desespero. Eles chegam no ponto, apanham os feridos, botam dentro do helicóptero e saltam para dentro juntos.
Cada passo meu corresponde a cinco dos vietcongues, minha expressão é de um rosto desfigurado por medo e nervosismo, não posso deixar ser pego, o helicóptero tem que voltar! Taylor e King me avistam, gritam por mim. Eles me alcançaram. Caí. As bombas explodem ao meu lado, há sangue em minha boca, areia em meus olhos. Levanto-me, sou perseguido como a única bala de um louco suicida. Corro para campo aberto. Sinto algo quente me perfurando em vários locais, espasmos de dor, meu corpo se contorcendo. Caio novamente no chão. Rastejo até ver o helicóptero dando a volta e indo embora.
Em meio a vietcongues e coqueiros finco meus joelhos no chão, sou atingido por munição de inimigos e aliados.
Chorando de medo, com o corpo em choque pela dor, deixo escapar o derradeiro desejo. Inclino a cabeça para trás, levanto os braços e, calado, peço para Maria Mãe, se a Senhora suporta as labaredas do inferno, por favor, pode me cubrir com seu véu e me acalentar no meu destino final?
Caio pela última vez.


P.S.: quem quiser ver parte da cena descrita tá aqui o link no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=Ue8VS-bcj88&feature=related
P.S2: se possível assistam e vejam as atuações espetaculares ^^.
P.S3: tá muito grande --'.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Humor, meu grande humor...










*Publicidade: passos de uma morte simples e barata+

-No meio da rua:
*Anfetaminas são para fraquinhos.
Prazer, Wellington Batalha,
0800-851-001, como estou dirigindo?+

-Na lista telefônica:
*Plantão com rapidez e conforto.
Prazer, Doutor Otávio Diniz,
venha cuidar de seu corpo+

*Não admitimos erros, apesar de não existirem.
Prazer, legista Eduardo Cruz,
até todos se extinguirem+

*Nego missa de sétimo dia para ninguém.
Prazer, Padre Leandro,
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém+

*Sigo o ofício sem escrúpulos.
Prazer, Verônika,
caixões acolchoados em até cem vezes sem juros+

*Meu trabalho é com a morte.
Prazer, João Machado,
covas de toda sorte+


P.S.: nomes e números fictícios, caso houver semelhança é pura casualidade. :x
P.S2: estou em meu momento dark, perdoem-me ^^'
P.S3: não sei se conseguiram ler o que o "ser" diz na tirinha, mas ele diz: "Hoje é meu aniversário!"